Segurança de dados numa sociedade hiperconectada foi tema do I Webinário de TI do MP

A importância da educação digital como ferramenta de segurança numa sociedade hiperconectada marcou o debate promovido hoje, dia 21, durante o primeiro Webinário de TI do Ministério Público da Bahia. Realizado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional e pela Superintendência de Gestão administrativa, por meio da Comissão de Gestão da Informação (Cogi), com o apoio do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos (Nucciber), o evento tratou da conscientização sobre segurança da informação e de situações práticas sobre a segurança da informação no MP.

Coordenador da Cogi e presidente do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação (Ceti), o promotor de Justiça Fabrício Patury abriu o evento destacando sua importância nesse cenário em que a pandemia fez com que aumentasse ainda mais a circulação de dados na internet.  “Convivemos com dispositivos conectados de forma massiva, o que faz nossa sociedade completamente digital e hiperconectada”, afirmou o promotor, acrescentando que “a inclusão digital veio dissociada da educação digital”. “A sociedade foi inserida nessa realidade sem saber como lidar com ela com a devida segurança. É preciso naturalizar a segurança de informação como uma conduta diária e difundir esse comportamento”, concluiu. “É certamente uma temática que nos assombra. Diante dessa realidade digital, nossa existência perpassa esses sistemas na forma de dados”, afirmou o coordenador do Ceaf, promotor de Justiça Tiago Quadros, que também compôs a mesa virtual de abertura do evento, transmitido por videoconferência, através da plataforma Teams. 

Coordenador do Nucciber, o promotor de Justiça João Paulo de Carvalho da Costa falou sobre a engenhosidade social e a exploração do cenário pandêmico para a prática de crimes, destacando a relação entre o maior número de ataques hackers nesse ano e o uso intensivo da internet em decorrência do confinamento. O promotor citou os aplicativos mais populares de trocas de mensagens como os mais usados para aplicação dos golpes de engenharia social, onde a persuasão e o discurso são usados como ferramentas, sobretudo em casos de “sextorsão”, quando fotos ou vídeos de conteúdo sexual são usados como ferramentas de extorsão. Outra forma comum de golpe por meio de engenharia social tem como ferramenta a produção de empatia. “O cibercriminoso busca conectar a possível vítima a alguma ‘causa’, como distribuição de remédios, proteção dos animais e outras bandeiras capazes de gerar empatia para, a partir daí, atacar pedindo dados e confirmações”, salientou sobre o padrão dos golpes mais comuns, frisando ainda que, “em decorrência do confinamento, hoje, até mesmo dados mais sensíveis são disponibilizados online”.

Diretor de Tecnologia da Informação do MP (DTI), o analista técnico Yuri Gonzalez Araújo começou destacando os altos investimentos que a atual administração vem fazendo em tecnologia e em segurança da informação.  “O risco não está na falta de ferramentas, mas no mau uso delas. O elo mais fraco dessa corrente somos nós”, afirmou o diretor, chamando atenção para a importância de se saber o que fazer o que não fazer diante dos dispositivos conectados à internet para preservar a segurança de dados. Yuri Araújo falou sobre as ferramentas do MP de segurança da informação e trouxe exemplos de ataques cibernéticos, falando da experiência do órgão.  

Redator: Gabriel Pinheiro (DRT-BA2233)

Cecom/MP – Telefones: (71) 3103-0446 / 0449 / 0448 / 0499 / 6502

Fonte: https://www.mpba.mp.br/noticia/59050

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