Jogar Pokémon Go não precisa ser perigoso. Veja por quê

Por Paula Minozzo, em 09/08/2016 – 13h02min

 

Fique atento aos lugares da cidade, nenhum Pikachu vale a sua vida

Jogar Pokémon Go não precisa ser perigoso. Veja por quê Reprodução/Divulgação

Tela de abertura do jogo Pokémon Go alerta usuários para manterem a atenção também ao ambiente ao redor Foto: Reprodução / Divulgação

Depois de pouco mais de um mês de lançamento, o jogo de realidade aumentada Pokémon Go ganhou uma fama controversa: apesar de divertido, o jogo poderia incentivar os treinadores a se arriscarem pelas ruas da cidade.

Em Imbé, na tarde dessa segunda-feira, um menino morreu afogado em um canal enquanto brincava. No primeiro momento, informações davam conta de que o menino estava jogando Pokémon Go, o que foi negado pela família. A informação foi adicionada no boletim de ocorrência pela polícia.

Nos Estados Unidos, dois estudantes caíram de um penhasco enquanto jogavam e um jovem de 20 anos foi morto a tiros enquanto realizava a atividade. Ele não teria visto o atirador por estar com os olhos na tela do smartphone.

 

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Vídeo disponível em http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2016/08/jogar-pokemon-go-nao-precisa-ser-perigoso-veja-por-que-7222343.html#

 

No entanto, o jogo Pokémon Go não precisa e não deve ser perigoso.

A primeira medida, é avaliar o local para onde você vai antes de sair à caçada. Em Porto Alegre, grupos já se reúnem para se deslocarem a lugares privados ou parques para sentirem-se mais seguros e não precisarem caminhar perto das vias.

— Nada vale arriscar tua vida para pegar. Eu que já estou num nível bem alto, jogo toda hora, não arrisco minha segurança e nem ao menos meu celular — alerta Thiago Rigatto, de 23 anos, estudante de Engenharia de Energia da UFRGS.

Thiago conta que faz as caçadas em grupo ou durante o dia, cuidando sempre se os locais onde há atrativos para os jogadores — como os chamados “Lures” — estão em locais onde o acesso não será perigoso.  Além disso, a Pokéstop — parada de Pokémons — pode estar posicionada erroneamente em uma propriedade privada, mas os jogadores não devem invadir lugares fechados em nome do jogo.

Como o game é feito através de mapeamento do Google Maps, ele desconsidera, por exemplo, áreas menos iluminadas ou consideradas perigosas dentro de uma cidade. É o mesmo que acontece com aplicativos de GPS, como o Waze. O app pode direcionar o usuário através de um caminho nada seguro. A pouca possibilidade de participação do usuário nesses mapeamentos é uma das críticas que geralmente as empresas que desenvolvem esses programas recebem.

Mas a primeira dica é: nunca dirija enquanto joga, sob qualquer hipótese. Alguns treinadores relatam que usam serviços como o Uber ou  táxi para caçar, mas o problema é que o motorista pode ficar envolvido ou cometer erros enquanto recebe orientações do jogador. Ou seja, evite usar o carro para fazer isso. A Niantic, empresa desenvolvedora do jogo, anunciou uma última atualização que deve desencorajar essa prática: quando o usuário estiver trafegando acima de uma determinada velocidade ele será avisado e deverá confirmar que não está dirigindo para continuar jogando.

Mas até quem vai de bicicleta ou skate à caçada precisa manter o cuidado. Deixando o aplicativo ligado, ele vibra quando um Pokémon está por perto. Ou seja, não é preciso perambular pela cidade com o smartphone em mãos. Quando vibrar, olhe ao redor, veja se a situação é segura e retire o celular do bolso.

Quando um Pokémon aparece, o jogador está geralmente — a Niantic não confirma — a um raio estimado de 25 a 70 metros do bichinho. O especialista em tecnologia da revista Forbes estima que a empresa ampliou para 300 metros esse distância, o que significa você pode ficar relativamente longe de um bichinho para pegá-lo. O GPS também pode ter um certo atraso para mapear o seu local exato.

Se você está próximo a um rio, por exemplo, e aparece um personagem em cima da água — o que pode acontecer — você não precisa chegar muito perto para pegá-los. E nem mesmo os Pokémons que aparecem dentro da sua casa estão realmente alí. O smartphone detecta a distância e a câmera captura o que tem ao seu redor, não onde realmente está o personagem.

O GPS também desconsidera a altura dos objetos. Não é preciso ficar na mesma na mesma posição da PokéStop, por exemplo, para ter acesso a uma. Em um shopping da Capital, há uma parada para jogadores no primeiro andar, mas no terceiro andar,  já é possível pegar os bichinhos que estão ao redor.

Você pode clicar no bichinho e caça-lo de onde você está apenas mirando no local certo. Se você estiver de bicicleta ou skate caçando, a orientação é ficar parado para pegar o Pokémon, uma atividade que exige total atenção do usuário.

— Já joguei na Ipiranga e eles aparecem pertinho do Dilúvio, mas posso pegá-los do outro lado da rua — diz Pedro Jatobá, de 27 anos, que trabalha na Aquiris, estúdio de desenvolvimento de jogos de Porto Alegre.

O Youtuber português SirKazzio entrou em uma embarcação para jogar Pokémon Go. Ele gravou um vídeo que mostra que Pokémons apareceram no meio do mar, porém, ele não precisa mergulhar ou saltar para pegá-los. Ele fica dentro do barco com o celular atirando as Pokébolas na tela.

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Vídeo disponível em https://www.youtube.com/watch?v=1ywIJML7JHY

 

O vídeo já tem mais de um milhão de visualizações.

Durante sua experiência jogando em Porto Alegre, Jatobá conta que já viu Pokéstops com atrativos para Pokémons no meio do Parque da Redenção durante a madrugada. Ele acredita que usuários que usavam programas de computador para burlar o GPS do jogo e podem caçar de casa, usam esses recursos e acabam prejudicando os outros caçadores.

Por isso, antes de se deslocar até uma região promissora para a caçada, avalie a segurança e a iluminação. Se a tecnologia ainda não leva em consideração esses requisitos, o jogador é quem deve se manter em alerta.

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2016/08/jogar-pokemon-go-nao-precisa-ser-perigoso-veja-por-que-7222343.html#

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