Internet das coisas: conectividade x vulnerabilidade

em 19/03/2015 às 12h12

Por Camillo Di Jorge

Alto investimento ainda inviabiliza a implementação do conceito

Reprodução

Relógios, geladeiras, televisores, óculos e até mesmo carros. Estes são apenas alguns dos muitos elementos que já podem ser conectados à internet. E essa lista só tende a crescer a cada dia. Isso porque a necessidade das pessoas estarem online, a qualquer hora, local e de qualquer dispositivo tem impulsionado a tendência de internet das coisas.

Sabemos, no entanto, que essa ainda é uma realidade um pouco distante para a maioria das pessoas, por conta do alto investimento que deve ser feito para se ter acesso a esse tipo de tecnologia. Por esse motivo, trata-se do momento ideal para as empresas e o mercado refletirem sobre um tema que deve ganhar cada vez mais relevância com a tendência de internet das coisas: a segurança da informação.

Recentemente, cibercriminosos conseguiram invadir o sistema eletrônico de alguns modelos de carros de uma grande montadora, deixando mais de 2,2 milhões de veículos vulneráveis. Entre as principais falhas, os atacantes descobriram que era possível destravar as portas dos veículos remotamente.

E essa mesma vulnerabilidade dos carros conectados pode facilmente ser replicada em outros ambientes em que se aplica o conceito de internet das coisas, como casas inteligentes, na qual diversos aparelhos eletrônicos, sistemas de segurança, entre outros, ficam conectados e podem ser acionados remotamente.

Uma pesquisa da empresa de segurança da informação SynAck avaliou dezesseis aparelhos populares conectados à internet e chegou a conclusão que as câmeras são os itens menos seguros. De acordo com Colby Moore, analista que compilou o relatório, foi necessário aproximadamente 20 minutos para invadir o sistema de cada aparelho. “É como se neste momento a internet das coisas possuísse a segurança de um computador da década de noventa, quando tudo era novo e ninguém tinha quaisquer normas de segurança ou qualquer forma de monitorar seus dispositivos”, disse Moore após os resultados do estudo.

Esses exemplos servem como alerta para novos crimes virtuais, relacionados a meios não tradicionais, que tendem a crescer junto com a tendência de internet das coisas. Mais do que isso, exige um questionamento sobre quanto os fabricantes desses dispositivos precisam estar preparados para evitar esse tipo de ataque e como estão se planejando.

É preciso se movimentar para evoluir nesse quesito, afinal quanto mais avanços a tecnologia faz, maiores são as ameaças e riscos para quem faz uso dela, por conta da exposição das pessoas em novos “ambientes”.

Os usuários, por sua vez, devem estar atentos a real necessidade de conexão de determinados aparelhos. Outra importante informação é investigar o produto que está sendo adquirido e suas promessas de segurança. Não há razões para evitar a evolução tecnológica, mas é preciso manter uma luz vermelha acesa e estarmos mais atentos e atualizados sobre os riscos eminentes diante de um tema que já faz parte de nosso cotidiano.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/pro/colunistas/camillo_di_jorge/0/0

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