Crescem os casos de intolerância na web; saiba como agir

Publicado em 03/10/2015

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Vídeo disponível em http://olhardigital.uol.com.br/video/crescem-os-casos-de-intolerancia-na-web-saiba-como-agir/51882

Haters – você provavelmente já ouviu falar deles. A expressão define o perfil daquelas pessoas que têm o prazer de disseminar o ódio na internet. Um estudo publicado pelo Journal of Personality And Social Psychology afirma que é impossível agradar quem nasceu para odiar, não importa o que se faça. Pessoas com uma visão negativa do mundo são mais propensas a reagir negativamente a novos estímulos, sejam eles quais forem.

No Brasil, nos últimos três anos, o número de páginas denunciadas por divulgar conteúdo de intolerância racial, religiosa, neonazistas, xenofobia ou homofobia cresceu mais de 200%.

A psicologia explica o ódio como uma das emoções mais fortes da condição humana. É o contraponto do amor – e ambos são manifestações extremas e radicais. Se qualquer um pode amar, todos podemos sentir ódio também; é mais do que normal em certas situações. A questão é que o indivíduo civilizado e controlado transforma o ódio em realização, como o esporte, por exemplo.

Esta falsa sensação de anonimato transformou a internet em um grande palco de diversos tipos de disseminação gratuita do ódio.

Muitos casos se tornaram notórios. Nas redes sociais, esta jovem negra foi vítima de uma enxurrada de comentários racistas quando publicou uma foto com seu namorado branco. Certo tempo atrás, uma estagiária de direito foi condenada a um ano e meio de prisão por suas declarações contra nordestinos na internet. Brigar de torcidas são tão violentas na web quanto nas ruas. Mais recentemente, e tão macabro quanto, foram diversos comentários na foto da criança síria refugiada de apenas 3 anos morta na praia… Para a maioria de nós, parece simplesmente inexplicavel.

Na vida real, fora da internet, esses odiadores seguem o mesmo perfil: covardes! Quando estão em grupo, até podem causar algum ato de ódio gratuito ou coisa do gênero, mas sozinhos, se acovardam.

O que não parece nem um pouco viável é tentar explicar esses atos ou, pior, desculpar o agressor. Se é um criminoso, deve ser tratado como tal. As leis são as mesmas aplicadas para um ato praticado fora da internet. E a sociedade precisa entender melhor nosso direito de reagir.

As penas para esses crimes de ódio pela rede vão de seis meses a cinco anos de prisão. O importante é que a vítima não se cale e tome uma atitude o quanto antes. Se a pessoa for vítima de um crime propriamente dito, ela deve ir à polícia registrar um boletim de ocorrência. Lembre-se é importante coletar o maior número de provas possíveis contra o agressor. Outra saída é fazer uma denúncia direta ao Ministério Público; esta pode ser feita online. Agora se você não souber o que fazer, consulte um advogado.

Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/video/crescem-os-casos-de-intolerancia-na-web-saiba-como-agir/51882

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